Fábula da convivência






















Fábula da convivência

Por Francisco Renaldo
Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições. Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinho, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito… Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros. Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!
(Autor desconhecido)

Fonte: Filosofia e Vida

Copo de Leite


Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu então, que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água.
Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite.
Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou?
- Quanto lhe devo?
- Não me deves nada - respondeu ela. E continuou:
- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.
Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de doutor, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.
O Dr. Kelly pediu à administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:
Totalmente pago há muitos anos, com um copo de leite, assinado:
Dr. Howard Kelly
Lágrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração feliz rezou assim:
Graças meu Deus porque Teu Amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos.

Reflexão:
Você já deu seu copo de leite hoje?

O Lugar Preferido de Deus

















O Lugar Preferido de Deus
Onde Deus vive e como posso encontrá-lo?

Esta pergunta é feita diariamente por milhares de pessoas a todo o momento e em todo o mundo. Pessoas de todas as tribos, línguas e nações desejam saber onde e como encontrar Deus, principalmente em algum momento de grande angústia ou tribulação. Mas, por que muitas vezes, essas pessoas parecem não encontrar Deus? Afinal, terá Deus um lugar preferido de habitação de modo que essas pessoas não o encontrem?

De fato sim, mas não em templos. A Palavra nos ensina que o Senhor não habita em templos feitos por mãos (At. 7.48). Muitas vezes, ocorre de irmos à igreja a fim de “encontrarmos Deus” para ter o descanso e o alívio da nossa alma que tanto precisamos. Fazer isso é muito bom, muito gostoso, mas não é o essencial. Não será isso que nos trará a paz. Jesus nos ensina: “Quem crer em mim, do seu interior fluirão rios de águas vivas.” (João 7.38), esta promessa é para quem crer, porque esse rio é o próprio Jesus. Você consegue imaginar que o criador de tudo pode estar dentro de você? A Palavra nos ensina também que somos o templo do Senhor (1Co. 3.16). O nosso Pai Celestial, não está preocupado em habitar numa tenda, num templo simples ou esplendoroso. Ele é o maior interessado em habitar nos corações em que há a sinceridade e a sede por Deus. Como Jesus ensinou, ao fluir desse rio dentro de você por meio da fé na pessoa dele, saiba que Deus já habita em você. Ele encontrou você primeiro.

Conhecer Jesus vai além daquilo que vemos, ouvimos ou pensamos. É necessário que a cada dia estejamos nos voltando, nos arrependendo e nos entregando a ele mais e mais. Se quisermos viver livres de nós mesmos e de outras coisas mais, precisamos limpar o nosso coração e pedir a cada dia que o Senhor venha fazer de nós sua morada preferida. Deus quer que sejamos um só com ele, como ele foi com Jesus (João 17.21-23).

Portanto, saiba que o seu coração é o lugar preferido de Deus. É nele que o Pai quer fazer morada para transformar a sua vida e TODAS as coisas. O sacrifício na cruz não foi em vão. Por esse sacrifício, a preço de sangue derramado, Jesus escolheu fazer de você o lugar preferido dele. Ele simplesmente escolheu lhe amar incondicionalmente e sem reservas. Abra as portas do seu coração e deixe-o fazer morada de vez na sua vida!

Inspirador

Este video é muito bonito e nos leva a uma reflexão sobre o poder do amor que nos leva a superação.
Assista e confira.
Professor Felipe Souza

Dia de Ação de Graças

















Especial foi o dia de hoje, pessoas reunidas em um único espírito, gratidão foi a palavra de ordem.
Muito mais do que agradecer a Deus e as pessoas as quais são responsáveis pela nossa educação e boa convivência, foi um dia de reflexão, confraternização, celebração e festa, tivemos a presença da Acessora da Educação do nosso município, até o Prefeito nos prestigiou, assim como toda a comunidade escolar reunida para juntos nos alegrarmos e agradecermos pelo ano que passamos com momentos de alegria e também com momentos difíceis.
Pudemos presenciar reconciliações, unidade, humanidade e fraternidade...
Com certeza este será um dia que ficará guardado em nossos corações e quando tudo parecer difícil demais, nos lembraremos que vale a pena, vale a pena ser educador, vale a pena ser educando, vale mais que mil palavras ter visto cada sorriso, cada rosto sedento de uma palavra de gratidão e cada abraço eternizado no mais intimo de cada um que esteve presente na escola Rosa Gomes no dia 26/11/2009.
Agradeço a todos...
Em especial as idealizadoras, Professora Juliana e Professora Aline que com muito trabalho e dedicação fizeram o sonho de uma escola humanizada e unida se tornar realidade no dia de hoje.
E que esta experiência possa produzir frutos saborosos para a vida de cada um que experimentou, participou e se alegrou conosco.
Deus abençoe a todos!
Professor Felipe
Educação da Religiosidade

Em breve postaremos as fotos do evento...
Aguardem...

Dia de ação de Graças


Ação de Graças e gratidão fazem parte dos sentimentos e atitudes mais nobres cultivados ao longo de toda a história da humanidade. São também sentimentos e atitudes centrais presentes na orientação básica de todas as religiões. Quem ainda não fez a experiência de sentir-se grato por alguma coisa? Constantemente as pessoas agradecem pelo Dom da vida, pelo alimento recebido, por algum evento bem sucedido, por um presente recebido, por apoios e ajudas, por vitórias alcançadas ou por dificuldades e doenças superadas. Trata-se de um sentimento e de uma atitude que mobilizam permanentemente homens, mulheres, jovens, crianças, idosos e adultos, em todas as sociedades e em todas as culturas. Expressões de gratidão e de ação de graças à divindade ou às forças do alto estão presentes em todas as religiões ou tradições religiosas e fazem parte do seu cotidiano.
O “Dia Nacional de Ação de Graças” é uma tradição nascida nos Estados Unidos, com uma grande festa de gratidão a Deus, promovida pelos colonos fundadores de Plymouth, no estado de Massachusetts. Depois de dois anos de grandes tribulações sofridas, eles viram a sua situação melhorar em 1621 e, em função disso, por iniciativa do governador local, decidiram agradecer com uma grande festa. Para os peregrinos puritanos, que haviam chegado ao continente americano, fugindo da perseguição religiosa em sua terra natal, as novas condições tinham sido muito adversas e os que conseguiram sobreviver, tinham realmente todos os motivos para agradecer. O “Thanks-Giving Day”, ou dia de ação de graças, tornou-se mais tarde, o Dia Nacional de Ação de Graças, consagrando-se, para tal, a quinta-feira da quarta semana de do mês de novembro de cada ano.
No Brasil, a instituição do Dia Nacional de Ação de Graças deve-se ao embaixador brasileiro Joaquim Nabuco que ao participar em Washington (Estados Unidos), da celebração desta festividade, assim se expressou: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. O desejo do embaixador de então começou a efetivar-se no Brasil, com a aprovação pelo Congresso Nacional, da Lei 781, no governo do Presidente Eurico Dutra, estabelecendo a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças, posteriormente alterado para a quinta-feira da quarta semana do mês de novembro de cada ano, coincidindo assim com a data celebrada em outros países.
É uma comemoração um tanto quanto esquecida, lembro-me na minha infância, na cidade de Piracaia (SP) que neste dia reunia-se na Igreja Matriz da cidade, as autoridades civis, militares, judiciais e religiosas (padres e pastores), e no interior do templo com grande número de fiéis era celebrada a Eucaristia solene presidida pelo então padre local. Hoje, penso que raramente é lembrada tal data, mas independentemente dessa festa e da grande força simbólica que reside no desejo de congregar toda humanidade numa mesma data, mobilizada pelos mesmos sentimentos e atitudes, ao menos, lendo este artigo possamos agradecer e sentir que a esperança é a força motriz da mudança. Além disso, é sempre bom olharmos para trás e vermos que caminhamos, talvez nos mesmos caminhos... Mas tudo bem, a terra é redonda e o céu é sempre novo a cada dia, a cada instante, ele é sempre o mesmo ainda que outro. O labirinto mais perigoso é a linha reta. Portanto, revisar é importante. Mirar as estrelas, os sóis de todo o dia. Mas não seguir em linha reta. Tudo o que é vivo não é reto. Desviar, circundar, dar a volta, contornar, contemplar. Velocidade não combina com sensibilidade e lentidão não é defeito, é jeito de estar e sentir o mundo. A utopia está no horizonte. Caminhamos dois passos e o horizonte fica dez passos mais distante. Então para que serve a utopia? Para isso, serve para caminhar. Vivendo esta utopia, caminhando rumo a um horizonte, vendo, julgando, agindo e celebrando, semeando a esperança e agradecendo

Quem são nossos ídolos?

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Recentemente recebi um e-mail, com alguns questionamentos sobre o que é ser ídolo no Brasil. Havia até um tom de ironia, pois questionava como se tornar ídolo em solo brasileiro da noite para dia, desde participantes do Big Brother Brasil a grandes nomes do cinema nacional. Hoje, qualquer pessoa sem grandes referências ou exemplo para a nossa sociedade, pode ou está se tornando ídolo. Nos últimos meses, o cinema nacional tem me chamado  a atenção com a quantidade de ídolos pré-moldados que por ora são “fabricados” no cenário nacional.

Por sinal, de uns tempos para cá, uma pergunta não consegue sair da minha mente: por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para conceder, verdadeiros exemplos para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá audiência, não rende bilheteria?

Lembro de ter ido ao cinema assistir ao filme Cazuza, pois aprecio suas canções. Por sinal, concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciá-lo como um ídolo, foi, no mínimo, inadmissível. Aliás, como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?

Neste filme parece que é hiper comum usar drogas, participar de orgias sexuais, beber até cair e como se essas coisas fossem certas, já que foi isso que o filme abordou.

Recordo-me que Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos de uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou de trabalhar para conseguir alguma coisa, que já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

Na verdade, Cazuza era um traficante e, como sua própria mãe Lucinha Araújo revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Maré é que um nasceu na zona sul e outro não. Melhor dizendo, um é rico e o outro não.

Depois, fui assistir ao filme Meu nome não é Johnny, baseado no livro homônimo de Guilherme Fiúza, que conta a história de João Guilherme Estrella, carismático carioca de classe média que se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro, mesmo sem jamais pisar uma favela e depois lidou com o sistema carcerário do país. Esse é mais um ídolo que ganha as principais salas de cinema do nosso país. Qual é o modelo de exemplo que temos de dar à nossa sociedade? Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para mostrar? 

Não é de hoje que venho comentando as produções cinematográficas brasileiras sobre a violência urbana e a falta de valores éticos e morais. Não se assuste, caro leitor, se em breve chegarem às nossas salas de cinema filmes sobre Fernandinho Beira-Mar, Batman, o bilionário traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, o “Chupeta”, preso no Brasil, entre outros.

Os meus questionamentos sobre essa idolatria e exibicionismo desnecessários é que nossa sociedade perdeu os valores verdadeiros. Nossa sociedade fabrica falsos ídolos que nos deixam carentes e frustrados o tempo todo. Nossos ídolos são os acessórios e roupas de grife, os carros importados, as jóias caras, o dinheiro e o poder! Mas onde estão os valores como a honestidade, a perseverança, a bondade, a tolerância, a caridade, e ainda mais, onde estão aquelas virtudes que norteavam as vidas de nossos pais e avós?

A mídia enaltece e alardeia os fatos de bandidos e os coloca na capa das maiores revistas deste país! Para quê? Para que eu e você tenhamos de saber que cara tem um bandido que mata sem escrúpulos? Que rouba? Que consome drogas?

Por que o cinema enaltecem as pessoas que se dão bem na vida manipulando a vida dos outros, roubando e consumindo drogas? Por que não existem filmes que mostrem as pessoas de bem?

É porque essas pessoas de bem não ‘vendem’ marcas famosas e não podem se tornar ídolos nem com o melhor marketing! Essas pessoas de bem, são pessoas comuns, como eu e você, que não poderiam servir de exemplo para ninguém e que não podem ser personagens de filmes ou quiçá novelas.

O povo é facilmente manipulável porque está carente de exemplos melhores. Carente mesmo dentro de casa, onde os pais pobres não conseguem vencer o apelo das TVs que estimulam o consumo desenfreado de seus filhos e que gera mais e mais frustração e raiva! Que deságua em violência e revolta.

Pelos vistos, amigo leitor, tudo muda. E muda bem rápido. Mas não percam as esperanças. O Brasil precisa de gente consciente que respeite os verdadeiros valores morais e éticos e que crie as possibilidades para que surjam outros exemplos para serem admirados nos cinemas.

Ainda acredito que a vida está cheia de bons exemplos e basta procurá-los. Não são muitos, mas eles existem, perto e longe de nós: na vida privada, no nosso círculo de amigos, entre nossos familiares, basta procurar. Na vida pública são poucos, é verdade, mas alguns existem, no Brasil e lá fora.

Gilney Tosta
O Brasileirinho – Julho/2009
Adaptado

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